SCJD – Interface gráfica

Sybex Complete Java 2 Certification Study Guide, 5th EditionNesse final de semana eu consegui tirar um tempo para trabalhar mais no meu projeto da certificação de Desenvolvedor Java (SCJD). Estou usando o livro Complete Java 2 Certification Study Guide, de Philip Heller e Simon Roberts, editora Sybex. Ele serve tanto para a SCJP 5 quando para SCJD.

Pesquisando em alguns fóruns gringos como JavaRanch vê se de cara que esse livro é umas leituras obrigatórias para quem está buscando a SCJD.

Mas voltando ao objetivo desse post, pretendo abordar um pouco sobre recomendações no uso de interface gráfica em um projeto SCJD. Não se pode falar especificamente de um tema pois existem diversas variações então vou me ater a recomendações em geral, aplicadas às regras do exame tendo como base o livro que eu citei acima.

O processo básico para criação de uma interface gráfica consiste em 4 passos. São regras básicas mas que por vezes passam despercebidas:

  • Identificar os componentes necessários: é a fase onde são identificados os componentes apropriados para apresentar as informações e a interação com o usuário. O livro recomenda que o candidato conheça os diversos componentes do core da API Swing (recomendo esse link).
  • Isolar as regiões de comportamento: Uma vez que os componentes apropriados para cada recurso estão definidos, você deve agrupá-los logicamente por “tarefa”. Imagine o fluxo que um usuário deve realizar e coloque os componentes
  • Esboço da GUI: Faça um rascunho de sua interface, definindo a área útil e localização da regiões de comportamento.
  • Escolha do(s) gerenciador(es) de Layout: Conhecer os gerenciadores de layout é fundamental para atingir o objetivo de Facilidade de manutenção da GUI. Partindo do que foi esboçado no passo anterior, utilize gerenciadores de layout para facilitar o processo de inclusão dos componentes.

Os autores também destacam que o exame espera que você apresente um programa padrão ao senso comum dos usuários finais. Portanto, você deve atentar ao fato de ter, ao menos os seguintes componentes básicos de um software comum (como o browser que você deve estar usando para ler este post :-)

  • Um componente MenuBar ao topo da janela
  • Uma opção File no canto superior esquerdo do menu
  • Uma ou mais barras de ferramentas abaixo do MenuBar
  • Área útil abaixo da barra de ferramentas
  • Uma barra de status após a área útil, na parte inferior de sua janela principal

Isso ajuda a ter uma previsão de onde os recursos de seu software estão localizados. Se um novo usuário, por exemplo, desejar criar um novo arquivo a partir de seu software, onde ele irá ? Certamente que na opção “File > New…” se essa opção não estiver lá, o usuário já terá de perder tempo procurando onde diabos o programador colocou essa opção a qual ele já estava acostumado a encontrar nessa posição.

Apesar disso, essas regras simples de padronização não são obrigatórias em todos os projeto. Analise qual é a sua real necessidade de ter, por exemplo uma barra de ferramentas para acesso à suas funcionalidades. Se julgar necessário coloque-a em um lugar padronizado. O mesmo vale para barra de status e demais componentes.

Nos próximos posts sobre SCJD, pretendo abordar alguma estratégia de rede, dentre as permitidas no exame (RMI ou Serialização) e ferramentas utilitárias (JAR, Javadoc e ANT Scripts).


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